Precisamos falar sobre 13 REASONS WHY

Posted by Italo Stauffenberg Marcadores: , , , , , , , , , ,


Sim, precisamos discutir 13 Reasons Why, a nova série do Netflix, que tem produção executiva de Selena Gomez. Portanto, se você ainda não assistiu as 13 fitas de Hannah Baker, saia daqui. 
Alerta de spoiler na tela do seu notebook/smartphone.
Essa não é uma crítica a estrutura da série, mas ao que ela pretende refletir.


Hannah Baker (Katherine Langford) é bonita, cheia de vida e está despertando para novas experiências na adolescência. É nessa fase que ela conhece Jéssica Davis (Alisha Boe), uma aluna novata em sua escola. Elas se tornam grandes amigas e, com o passar do tempo, “adotam” em seu ciclo de amizades outro novato, Alex Standall (Miles Heizer). Até aí, tudo bem né?
O trio se torna inseparável e mantém como “escritório” (ponto de encontro) para contar os casos de “vida de M...” e falarem sobre as pessoas da escola, discutir atividades e tomar um bom chocolate quente, o Monet’s Café. Hannah, então, desperta uma atração pelo colírio adolescente Justin Foley (Brandon Flynn), um carinha do time de basquete.
Cedendo aos galanteios do rapaz, a moça decide ir a um encontro e lá tem a experiência do primeiro beijo. No entanto, Justin mostra para os amigos uma foto de Hannah em que ela está desconfortável. Isso foi motivo suficiente para que Bryce Walker (Justin Prentice), o capitão do time de basquete, divulgasse a fotografia para todos os alunos da escola e sustentasse que a garota tinha sido uma “vadia” e feito várias “brincadeiras sexuais” com Justin.
Curioso... Eu não sei se você já passou por isso ou conhece alguém que já teve que lidar com uma situação dessas na escola. A minha pergunta é: - O que você fez? Riu da fotografia e deu continuidade ao compartilhamento da foto para mais pessoas ou foi denunciar o caso para a direção da escola? Hum. O mais óbvio é que você tenha se comportado com passividade. Como não se tratava de você, mas do outro, o que isso importaria? A dor não era sua. Era dele. Ele que se resolvesse. É aí que tá o problema. É aí que começa um grande problema.
Apesar da má exposição, Hannah seguiu em frente como se nada tivesse acontecido. Esperou que seus dois “melhores amigos” a apoiassem, mas ela teve que se contentar com um “se você não quiser falar sobre isso, não tem problema. Vamos te respeitar”. Péssima escolha. Hannah queria falar sobre aquilo mesmo que ela dissesse abertamente que não queria. Todos querem falar. Falar é preciso.
O tempo passou e o trio foi conhecendo outras pessoas na escola. Hannah sempre fiel aos “amigos” decidiu dar espaço para que eles tivessem novas amizades. O que ela não esperava é que Alex e Jéssica lhes dessem um pontapé. Tá se lembrando de alguém assim? Talvez você já teve esse comportamento. Ou não. E o que fez para lidar com essa situação?
Com Alex no time de basquete e Jéssica nas cheerleaders, Hannah ficou sozinha.
Paralelo a esse ciclo de amizade, Hannah trabalhava em um cinema de bairro. Era atendente. Lá dividia as atividades com Clay Jensen (Dylan Minnette), um aluno da escola em que ela estuda. Meio que por osmose, os dois passaram a ter um relacionamento amigável, mas estavam longe de serem “melhores amigos”. Como todo garoto tímido e nerd, Clay ficou maravilhado com a beleza e o espírito aventureiro de Hannah. Sua timidez foi um ponto crucial para os eventos que aconteceriam pela frente.


E foi justamente trabalhando no cinema que Hannah descobriu que seus “melhores amigos distantes”, Alex e Jéssica, estavam namorando. Ela tomou um susto. Claro. Quem não tomaria? Ela deveria saber, não é verdade? Por que não contar? Eles eram um trio inseparável por mais que estivem "separados".
Eu não sei se isso acontece com você, mas será que em algum momento da sua vida, aquele(a) fulano(a) que era seu(ua) melhor amigo(a) e você deixou de andar com ele(a), passou a ser um(a) estranho(a) para você?
Foi assim que Alex e Jéssica fizeram com Hannah. Tente se colocar no lugar de Hannah ou desse(a) antigo(a) amigo(a). Será que você consegue, pelo menos, sentir a dor do afastamento que ele(a) sentiu?
Apesar do “puxão de tapete”, a doce Hannah decidiu seguir em frente. Outra vez. Aparentemente, era uma menina forte. Difícil de desabar em suas emoções. Apenas uma máscara. Sim, é o que muitas pessoas que enfrentam situações parecidas fazem. Colocam uma máscara para cobrir os olhos cansados de tanto chorar. Infelizmente, uma máscara não é capaz de cobrir uma alma dilacerada. E, digamos, é aí que mora o “grande problema”.
Tentando recuperar a aliança do trio, Hannah decide marcar novos encontros no Café Monet’s. Mas não teve sucesso. De repente, ela fica sabendo que Alex terminou com Jéssica. E a líder de torcida culpa Hannah por isso. Resultado? Amizade desfeita.
Confuso e decepcionado com algumas atitudes de Jéssica, Alex entra na “brincadeira” de alguns meninos da escola e participa de uma lista que coloca “rótulos” em algumas meninas. Para ele, Hannah tinha uma “bunda linda” e Jéssica o contrário. O intuito era chamar a atenção de Jéssica, mas isso tomou outras proporções.
Mais uma vez eu pergunto: - Será que você nunca teve que lidar com uma situação dessas na escola? Nunca rotulou ou aceitou com passividade o rótulo que alguém colocou sobre algum colega?
Hannah teve que aceitar os olhares maliciosos dos meninos e as piscadelas de inveja das outras meninas da escola. Ela carregava um rótulo: tinha o bundão. Talvez, se você que está lendo for mulher possa tentar compreender um pouco melhor o que isso significa. É bem difícil para uma mulher ter que lidar com a objetificação do seu corpo. Como deveria ser andar por um lugar em que todos os garotos te olham e pensam em sua bunda apenas como um objeto sexual? Bom, a resposta para isso, pelo menos na vida de Hannah, teve um desfecho.


Sabe aquilo que falei de uma “aparente” habilidade social de Hannah? Dela sempre “seguir em frente”? Pois é, de novo ela tomou essa decisão. Só que mais uma vez foi apunhalada pelo destino. Destino este que leva o nome de Tyler Down (Devin Druid), um garoto franzino e obcecado por fotografias. Ele se define "o paparazzo da escola" e não mede esforços para invadir a privacidade de alguns alunos só para satisfazer sua tara, de cunho sexual até. Foi numa dessas empreitadas que ele conseguiu registrar uma foto picante de Hannah e Courtney Crimsen (Michele Selene Ang), uma aluna nerd de descendência asiática que foi adotada por pais gays.
Ao contrário dos pais, Courtney não aceita que é gay por temer lidar com o preconceito que tanto ela quanto seus filhos poderiam sofrer caso ela viesse a se “aceitar” como lésbica. Ter uma imagem de lésbica na escola era inaceitável para Courtney. A solução seria associar Hannah a outra menina declaradamente gay. Como Hannah já estava “mal falada” na escola, receber mais uma acusação não seria problema, certo? Errado.
Parece até brincadeira, mas quem não já passou por isso na escola? Sabe aquele seu amigo bagunceiro? Na próxima bagunça da sala vamos pôr a culpa nele, pois todo mundo sabe que ele é bagunceiro. Mesmo que não tenha sido ele que causou a bagunça. Lembrou de um caso assim? E o que você fez?
Como se não bastasse, mesmo abalada emocionalmente com tantos reveses, Hannah decide sair com Marcus Cooley (Steven Silver), um garoto “aparentemente brilhante”. Presidente do conselho dos alunos e socialmente intocável, ela cogitou que talvez pudesse encontrar nele um abrigo seguro. Ele não teria como desapontá-la, pois seu “currículo” era invejável.
UOOOOW! Hannah enganou-se, pois tudo o que Marcus queria era tentar mostrar o “aquilo maravilhoso” dele para ela. Que decepção. Outra. Será que nessa escola só tem gente ruim? É, essa é uma pergunta difícil de responder.
Percebendo que alguma coisa estava errada, Zach Dempsey (Ross Butler), um garoto bem alto, de descendência asiática e filho de uma mãe super protetora e rica, decidiu acudir Hannah. Ele tentou se aproximar e ela até sentiu que ele era um garoto diferente dos demais, por mais que andasse o tempo todo com os mais “barra pesadas” da escola.
Zach tentou se aproximar, mas acuada e intoxicada de tantas ofensas causadas pelos meninos daquela escola, Hannha enxergou em Zach mais um idiota e o ignorou. É aí que surge outro problema. Por ser mimado, Zach é aquele tipo de garoto que não aceita ser contrariado. E, rapidamente, ele tratou de encurralar Hannah em algumas situações.
Isto a tornou mais vulnerável. Tão vulnerável que decidiu escrever um poema contando um pouco da sua dor e confiou a Ryan Shaver (Tommy Dorfman), um menino gay que cuida dos periódicos da escola, seus relatos de solidão e tristeza existencial. O que Ryan fez? Publicou o poema e expôs, mais uma vez, Hannah para seus colegas de escola.
Eu não sei se vocês perceberam, mas até agora não mencionei nenhuma atitude da direção da escola em que Hannah estudava. Por que será?
Será que a direção não percebeu que uma aluna estava sendo vítima de bullying? Será que a direção “não quis ver” isso? Ou será que os professores não estavam se importando com seus alunos, uma vez que eles são tão chatos que acabam desgastando seus mentores? É possível que em um mundo tão conectado por meio das redes sociais, o corpo docente de uma escola alegue que não consegue perceber bullying sendo praticado entre seus alunos? São perguntas que merecem nossa atenção.
A partir de agora, os eventos que se sucedem estão diretamente ligados a omissão da escola, dos alunos e dos pais. A passividade reina. E por não ser tomada alguma atitude relevante, muitas situações poderão desencadear desfechos terríveis.
Ao aceitar ir a uma festa na casa de Jéssica, Hannah se encontra com Clay e, aparentemente, as coisas vão bem. O clima entre os dois esquenta bastante, mas Hannah, que está totalmente marcada pela série de eventos que aconteceram em sua vida, rejeita a presença e o amor contido de Clay Jensen. Isso o deixa furioso, claro. Ele não sabe de nada. Melhor, ele não se interessa em manifestar opinião alguma para ela. Nem sobre os abusos que ela sofria constantemente. E, convenhamos, isso mata qualquer pessoa. E o “matar” não foi trocadilho.


Depois de pedir a retirada de Clay do quarto, Hannah presencia o estupro de Jéssica, que estava bastante alcoolizada. Aquilo a deixa extremamente abalada. Percebendo seu choque emocional, Sheri Holland (Alijona Alexus), uma das líderes de torcida da escola, a convida para uma carona até sua casa. No caminho, Sheri derruba uma placa que sinalizava “PARE” em um cruzamento. Ela foge do local e abandona Hannah, que ainda em choque por ter presenciado o estupro, sai daquele cruzamento e percebe um acidente. Tanto Clay quanto Hannah presenciam aquele incidente. Cada um toma uma atitude diferente e eles acabam por não se encontrarem naquela situação.
O acidente ceifou a vida de Jeff Atkins (Brandon Larracuente), um aluno da escola de Hannah que era mentorado por Clay. Eles não eram “melhores amigos”, mas Jeff se encarregou de tentar ajudar Clay em encontros românticos. Uma forma de compensar a ajuda dele em seus estudos. Clay ficou bastante abalado com a morte de seu pupilo e Hannah não teve coragem de contar para Clay que ela, indiretamente, foi responsável por aquele acidente. Como ela poderia falar algo, já que o havia dispensado na festa da casa de Jéssica?
Cansada de tantos problemas, tanto na escola quanto em casa, uma vez que seus pais estavam enfrentando problemas financeiros, Hannah decide dar uma volta no bairro e, ao andar e andar, chega na casa de Bryce Walker. Após algumas pessoas irem embora, Bryce surpreende Hannah na jacuzi e faz com ela o que fez com Jéssica. Ele a estupra. E por já não ter mais forças para lidar com tantos problemas, perseguições, chacotas e opressões, Hannah se cala. Como ela mesmo disse, “ela morreu ali”.


Mesmo arrasada e destruída emocionalmente, Hannah decide gravar 12 fitas em que contará toda a sua história. Cada fita é destinada para uma pessoa que direta ou indiretamente era responsável por sua atitude de dar fim a sua existência.
Após o termino das 12 fitas, Hannah decidiu dar uma nova oportunidade para si. Ela grava a 13ª fita. Nesta gravação, ela foi pedir ajuda para o conselheiro da sua escola, o Sr. Porter (Derek Luke).
Hannah sabia que precisava de ajuda. Ela foi atrás. Ela tentou contar para o Sr. Porter que tinha acontecido algo. Talvez, por despreparo ou descaso, (que acontece com frequência em muitas escolas), o conselheiro não atendeu as necessidades de Hannah. Ela saiu daquela conversa frustrada. Ela realmente esperava que alguém lhe ajudasse. Ninguém apareceu.
E por não ter a quem pedir socorro, Hannah decide por um fim.
É por isso que precisamos falar sobre 13 REASONS WHY.
Precisamos falar sobre suicídio, precisamos falar sobre bullying, precisamos falar sobre empatia.
Minha intenção não é apenas descrever em palavras a minha visão da série, mas causar uma reflexão. Será que não conhecemos ninguém que tem sido vítima de bullying? Será que não conhecemos ninguém que já tenha manifestado comportamentos suicidas? E o que temos feito por essas pessoas? Será que temos exercido empatia e nos colocado no lugar delas para ajuda-las? Ou será que temos apenas assistido de camarote a ruína dessas pessoas?
Hannah Baker tirou a sua vida. Isso foi uma escolha dela. Nesse processo, 13 situações aconteceram e foram fatores determinantes para que ela decidisse que não deveria mais existir. Tudo por que ela sentia que não havia ninguém para lhe ajudar. Ninguém se importava.
Ao assistir cada episódio, decidi dar nome a cada motivo, a cada uma das fitas de Hannah Baker. E a quem elas foram endereçadas.

1)      Boato sexual - Justin Foley
2)      Amizade desfeita - Jessica Davis 
3)      Rótulos - Alex Standall
4)      Invasão de Privacidade - Tyler Down
5)      Não Aceitação - Courtney Crimsen
6)      Falso interesse - Marcus Cole
7)      Ser contrariado - Zach Dempsey
8)      Quebra de confiança - Ryan Shaver
9)      Assistir um estupro - Justin Foley e Bryce Walker
10)   Omissão – Sheri Holland
11)   Marcas - Clay Jensen
12)   Sofrer um estupro - Bryce Walker
13)   Descaso - Sr. Porter

Aposto que você já deve ter participado ou visto alguns desses motivos.
Não podemos ser um “porquê”.
Precisamos dar um basta.
Não precisamos de respostas que tentem entender por que bullyings acontecem. Eles não precisam acontecer. Eles não devem acontecer.
Ao assistir a série percebemos que cada envolvido no suicídio de Hannah tenta se livrar da sua responsabilidade e muito disso está diretamente relacionado a personalidade de cada um. Tyler é um tarado. Courtney é lésbica. Marcus tenta sustentar a imagem de bom moço. Ryan é um idiota e arrogante. Zach é um idiota que tem o coração bom. Sheri foi covarde. Alex é um perdedor. Bryce é um estuprador. Jéssica é mesquinha. Justin é um aproveitador.
Vi que muitas pessoas não gostaram do fim da série, mas eu fui na contramão.
Percebi que cada envolvido na decisão final de Hannah teve o castigo que mereceu embora a série não tenha apresentado cenas que assegurem isto. Basta deduzir e imaginar.

1.       Jéssica teve que contar ao pai que foi estuprada e terá que enfrentar essa dolorosa situação de peito aberto para o mundo - (ela não queria isso);
2.      Justin perdeu a família, o melhor amigo Bryce e a namorada. Ele se recusava a aceitar algumas verdades por que tinha em Bryce um lugar seguro para fugir dos conflitos familiares. Para não perder algumas mordomias, ele decidiu não expor o estupro de Bryce em sua namorada - (ele ficou sozinho);
3.       Sheri teve que assumir seu erro e confessou à polícia que foi ela quem derrubou a placa e poderia ter causado o acidente que vitimou Jeff - (ela buscou a redenção);
4.       Bryce foi exposto como estuprador e vai ter que encarar judicialmente sua conduta - (ele vai responder por isso);
5.       Courtney “a contragosto” teve que assumir sua sexualidade - (ela teve que se aceitar);
6.       Tyler teve sua intimidade exposta da mesma forma que ele fazia com outras pessoas - (ele provou do próprio veneno);
7.       Ryan perdeu seu grande projeto de vida e seu principal trunfo para ingressar na faculdade, a revista Achados e Perdidos - (ele foi vítima da própria ambição);
8.       Mr. Porter foi desmascarado - (ele vai ter que assumir sua omissão de socorro);
9.       Alex, o aluno que apresentava maior comportamento suicida, deu um tiro em sua cabeça - (ele rotulou pessoa e se tornou um rótulo);
10.   Clay teve que suportar a ideia de que a sua omissão/comportamento passivo foi determinante para que Hannah não se declarasse. Se ele tivesse dito que a amava muita coisa poderia ter sido diferente...

Outra coisa que me chamou atenção nessa série foi a crítica velada ao armamento nos Estados Unidos. Quatro alunos (Justin, Jéssica, Tyler e Alex) tinham acesso fácil a armas de fogo. Dois eram filhos de militares e os outros dois adquiriam com facilidade revolveres.
Tyler me chamou ainda mais atenção. Ele tinha um baú cheio de armamentos pesados. Não é nem preciso lembrar que o massacre em Columbine, nos Estados Unidos, aconteceu por que dois alunos sofriam bullying e decidiram atear fogo em todas as pessoas que estavam na escola para se vingarem.
Não está descartada a hipótese de uma segunda temporada de 13 REASONS WHY devido ao enorme sucesso da atual temporada. O gancho de Tyler Down daria um bom enredo. Já conhecido de muitas pessoas, mas com certeza seria uma história bem interessante. Vamos ver se estou certo.

Finalizo com uma frase de Clay Jensen. Esta, para mim, define bem o que todas as pessoas devem sentir ao assistir a primeira temporada de 13 REASONS WHY: “Tem que melhorar a maneira que olhamos e tratamos os outros. Tem que melhorar!”.


O que é SOAKING?

Posted by Italo Stauffenberg Marcadores: , , , , , , , , , , , , ,


Adoração é estilo de vida. Eu já ouvi essa declaração diversas e inúmeras vezes. Na igreja eu ouvi isso toda minha vida. Ouvi que adoração não é apenas uma canção ou um sentimento de um momento. Mas demorou alguns anos até eu entender o que realmente é esse estilo de vida. Não que eu não entendesse adoração, mas eu não conhecia as formas que minha vida poderia ser nesse aspecto de louvores e rendição.

Eu cresci em lar cristão, e sempre congreguei e servi na igreja local. Fui em muitos cultos, retiros, acampamentos e conferências. Tive várias experiências profundas na Presença de Deus. Algumas das quais despertaram um grande interesse, uma sede por algo inexplicável até o momento. Foram momentos de total solitude, paz e descanso no espírito que me enchiam desse anseio por mais. Me lembro de estar no meu quarto ao som de Ludmila Ferber, era um dos álbuns de música espontânea, e eu me encharcava no Espírito. Era uma adoração nova e diferente para mim. Nos espontâneos de Diante do Trono eu sentia esse rio fluindo em mim. Pouco sabia eu que essa prática de adoração existia entre os Levitas e em várias partes do mundo atualmente conhecida como Soaking (em Português encharcar, como uma esponja).

Nic Billman prefere o termo Marinar, do origem do termo Bíblico. Nas Escrituras se trata de uma prática dos Levitas quando limpavam o templo, se encharcavam da presença. Era comum entre eles gastarem esse tempo meditando na Palavra e na Presença de Deus.

Em pesquisa na internet sobre o assunto, encontrei essa história que ilustra perfeitamente. A autora do texto conta sobre os seus pais. Ela diz que eles tinham se casado recentemente e que as condições financeiras estavam bem limitadas. Ainda assim resolveram investir e gastar um pouco mais para fazer um churrasco só os dois. Compraram então um pedaço de carne, o que não era muito barato e colocaram para marinar em uma vasilha com temperos e sal. Como os dois trabalhavam em tempo integral, acabaram não conseguindo preparar naquela noite o churrasco. Eles acabaram tendo outras programações e por alguns dias aquela carne ficou imersa no sal e nos temperos. Após esse vários dias que eles não conseguiram ter o churrasco, eles finalmente conseguiram fazê-lo em um jantar. Eles decidiram que não podiam simplesmente jogar aquela carne fora e comprar outra por causa do preço e das condições financeiras. E afinal a carne parecia boa e o tempero a tinha conservado, estava imersa durante todos os esses dias. O marido preparou a churrasqueira e colocou para assar.

Após vários minutos ele percebeu que a carne não assava. Isso o intrigava. Ele insistiu e por um longo período de horas no fogo nada parecia acontecer. A carne se tornou impenetrável, como que em conserva. Isso acontece com vegetais que ficam em conserva, entre eles o picles é o mais comum, origem da expressão em Inglês ‘pickled’. A carne durante esse tempo nos sais e nos temperos fechou seus poros, e o calor não permitia que ela pudesse ser alcançada de alguma forma pelo calor e as chamas.

Assim, somos nós. Precisamos nos imergir, como no termo Grego na Bíblia ‘batismo’, totalmente encharcado da Presença, tão saturado do óleo do Espírito que as chamas do inferno, do sistema maligno não podem mais nos afetar. É nesse tempo com Deus, somente você e Deus, que você é fortalecido no Senhor, e se torna vencedor e cheio Dele. Entre tantas coisa é ouvir a voz Dele, Soaking é ser cheio, encharcado e transbordante do Espírito de Deus.

Se você deseja experimentar isso, os passos são bem simples.

1. Encontre um local quieto, e silencioso para descansar e repousar na presença. Sinta-se confortável, deitar pode ser uma boa forma.
2. Coloque uma música calma de Soaking ou adoração espontânea. Você pode adquirir um dos nossos CDs de Soaking no iTunes, ou na nossa loja online. Escreva para contato@shoresofgrace.com e peça pelo Álbum Immersed. Existem muitos outros, essa é apenas uma recomendação.
3. Aquiete seu espírito, fixe seus olhos em Jesus, sem distrações, permita Ele ministrar ao seu coração e espírito. Sofonias 3.17 diz que Ele canta sobre nós com júbilo, alegria e amor.
4. Ouça a voz Dele e permita que a Palavra se torne vida em você.
5. Gaste o tempo que for preciso se enchendo Dele. Evite orar, muitas vezes oramos tanto, ou melhor, falamos tanto que não conseguimos ouvir a suave voz do Pai. Ouça e anote, registre isso no seu diário ou caderno. Faça isso sempre!

Deus abençoe. Em Jesus,

Jonathan Costa, do site SHORES OF GRACE

FICAR NU

Posted by Italo Stauffenberg Marcadores: , , , ,


Existe um nível de intimidade que palavras não podem expressar. Essa ligação de intimidade de duas pessoas que permite conhecer um ao outro de forma infinita. Quando nos apaixonamos, desejamos essa intimidade, e a verdade é que nós não temos conhecido essa conexão relacional por modelos saudáveis. Homens e mulheres não estão deixando exemplos de relacionamento consigo mesmo, com o próximo, com Deus. E é sobre isso que quero dizer: É preciso ficar nu. Do que eu estou falando? Não fique confuso, mergulhe comigo na Palavra e vamos entender isso.

Quando Deus criou Adão e Eva, Ele os colocou no jardim (Gênesis 1 e 2). Eles estavam nus, sem roupas. Deus os criou um para o outro. Eles tornaram uma só carne. Esse foi o plano do Pai. E aí você já conhece a história, Adão e Eva comem do fruto que foram instruídos para não comer, e eles imediatamente percebem que estão nus (Gênesis 3.7). Então eles procuraram algo para se cobrir. Ao lermos essa passagem por vezes desprezamos esse detalhe, e não entendemos porque eles estavam nus, ou o porquê que eles se cobriram logo após, imediatamente. Existe um forte motivo de estar nu ou estar vestido. Adão e Eva foram expostos a uma nova ideia que eles ainda não conheciam, a integridade.

Eles foram feitos seres relacionais, e eles estavam nus, não tinham vergonha. Por quê? Porque eles entendiam uma coisa, Adão e Eva eram um. Na criação de Eva, Ele disse ao casal: ‘Homem deixará pai e mãe… e com sua esposa eles se tornarão uma só carne’. Essa declaração não é apenas um lindo poema, é uma forte sentença sobre a natureza de Deus. A palavra no original dos manuscritos desse texto para “um/uma” é Echad. Echad é utilizado várias outras vezes no Antigo Testamento; quando o Senhor diz “Israel tem um Deus” a palavra é Echad. E em várias outras vezes Echad significa o um de Deus. Ou seja, Adão e Eva na sua união refletem a imagem de Deus. É aqui que tudo fica muito mais profundo, o casamento é o reflexo de Deus. Não foi com propósito de poesia que Jesus ensinou sobre o Reino como uma festa de casamento, ou quando Paulo nos fala sobre Cristo sendo o noivo e a igreja – a noiva. Echad reflete quem somos, reflete quem Deus é.

Mas como no sistema moderno e corrupto do mundo, temos replicado em toda a sociedade, incluindo na igreja essa falsa realidade de união. As pessoas dormem juntas mas não assumem uma responsabilidade uma com a outra. Pessoas se tornam objetos de desejos, e são tratadas como objetos em revistas e vídeos sensuais e eróticos, tirando a humanidade das pessoas que Deus criou. É por isso que quando a jovem garota acorda na manhã seguinte que dormiu com um rapaz que conheceu na noite anterior, ela deseja ligar para ele, ela quer saber qual será o futuro da relação. Ela quer ficar nua, ela quer conhecer o ser infinito no rapaz. Essa é a sexualidade de Deus que está dentro de nós buscando o Echad. E como sabemos, as pessoas estão fazendo sexo e não estão ficando nuas. Filhos não têm pai, pais e mães divorciados é aceitável e comum. Como seres humanos criados à imagem de Deus estamos desvalorizando aquilo que Deus fez tão valioso. Mas isso é sobre aquilo.

Essa desvalorização acontece porque não sabemos quem nós somos, não sabemos quem somos pois não sabemos quem Ele é, e sem saber quem Ele é não sabemos quem as pessoas são, e Echad é apenas uma linda poesia, não é mais ensinado e inspirado, pois não ficamos nus.

Não ficamos nus diante de nós mesmos, mentimos para nós mesmos, nos enganamos.

Não ficamos nus diante de outros, usamos máscaras, não somos verdadeiros.

Não ficamos nus diante de Deus, nós nem o conhecemos.

Ficar nu é ter intimidade, ou seja, é conectar por fora exatamente como conectamos por dentro. E isso é extremamente perigoso, nos tornamos vulneráveis, nos tornamos reais. Jamais poderemos conhecer Cristo se não ficarmos nu, se não nos expormos em todas as áreas das nossas vidas. É aqui que não nos conformamos com o mundo, mas somos transformados pela renovação da nossa mente. Precisamos nos arrepender por nos cobrirmos e não nos permitirmos ser renovados na mente de Cristo.

Integridade é ser por fora exatamente como você é por dentro, sim, estou falando sobre ser íntegro e ter intimidade com Deus, consigo mesmo e com o próximo. Isso não parece o modelo que Jesus nos apresentou? Eu descubro cada dia dessa caminhada que preciso mais e mais desse transformar e moldar, eu preciso mais do que qualquer um outro. Precisamos ficar nus, viver em transparência e clareza, é hora de tornarmos verdadeiros. E você? Será que isso se refere a você?



Por Jonathan Costa, do site SHORES OF GRACE
Gostaram do texto? Fiquei extremamente impactado com o que li. E resolvi compartilhar aqui também. Encontrei-o depois de uma breve pesquisa sobre o "Soaking" (postarei depois do que se trata) e fiquei extasiado. Como é bom desvendar a palavra do Senhor. Tudo o que precisamos - para conhecê-lO - é ter intimidade. Essa é a chave para qualquer relacionamento, e com Deus não seria diferente. Li esse texto escutando esse mix de canções do novo álbum do Diante do Trono, Imersão. São lindos louvores espontâneos interpretados pela Ana Paula Valadão. Vale a pena dar uma conferida e se permitir ser ministrado pelo Espírito Santo de Deus. ABRAÇOS.

Após confusão com troca de envelopes, "Moonlight", de Barry Jenkins, leva estatueta de Melhor Filme na 89ª edição do Oscar

Posted by Italo Stauffenberg Marcadores: , , , , , , , ,



Eu tô no chão.
Pisado. Humilhado. Estraçalhado.
Confesso que estava achando a cerimônia de entrega do Oscar 2017 uma chatice até que, graças a uma grande ironia do destino, quando desligo a televisão e vou para internet, o que leio? “La La Land – Cantando as Estações” não levou a estatueta de Melhor Filme, como anunciado pelo atores Warren Beaty e Faye Dunaway, mas “Moonlight – Sob a Luz do Luar”. É meus amigos, é o Miss Universo 2015 assombrando Hollywood. Dito isto, segue é com seis estatuetas que “La La Land – Cantando as Estações” consagrou-se o grande vencedor da 89ª edição do Oscar. O filme dirigido por Damien Chezelle recebeu 14 indicações e levou os principais prêmios: direção e atriz. Os dramas “Moonlight – Sob a Luz do Luar” levou três, incluindo Melhor Filme, e “Manchester à Beira-Mar”, além do longa-metragem de guerra “Até o Último Homem” conquistaram, cada um, duas premiações.
Apesar do que se esperava, a cerimônia não foi marcada por grandes discursos políticos e críticas a todo tempo ao governo Trump. É claro que houve momentos para se ironizar o então presidente dos Estados Unidos, mas nada comparado ao que aconteceu em premiações anteriores. Meryl Streep provou que não é uma “atriz superestimada” e foi aplaudida de pé por todos os colegas de profissão que estavam presentes no Teatro Dolby, em Los Angeles.


Bapho -
Como já esperado, o musical contemporâneo de Damien Chezelle, diretor de apenas 32 anos, confirmou o favoritismo da temporada e provou que a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas continua apostando no “mais do mesmo”. Não que o filme seja de todo ruim, mas chega até ser “blasé” premiar algo que homenageia Hollywood.
O momento épico da noite foi saber que toda a galera de “La La Land”, depois de agradecer “Deus e o mundo” pelo Oscar de Melhor Filme, teve que sair de fininho do palco do Teatro Dolby e deixar que a gangue (no melhor sentido da palavra) de “Moonlight” agradecesse pelo brilhante filme – e com méritos. A vida tem dessas. E a internet caiu com essa zoeira.


Surpresa -
No entanto, a noite de premiações ficou marcada por algumas surpresas. É o caso de Casey Affleck, que levou a primeira estatueta de Melhor Ator. Na categoria, ele disputava com o forte favorito Denzel Washington, que esboçou profundo descontentamento com a escolha dos jurados. Eu confesso que estava na torcida pelo irmão de Ben Affleck. E fica aqui o convite para você assistir “Manchester à Beira-Mar”, filme que também conquistou o prêmio de roteiro original.


Viola Davis, na minha humilde opinião, foi a grande vitoriosa da noite. A atriz levou a estatueta de coadjuvante pelo filme “Um limite entre nós (Fences)” - por questões de lobby da Paramount, Davis não concorreu na categoria de Atriz principal, embora seu trabalho pise no que foi apresentado por Emma Stone, em "La La Land". Desta forma, Davis é a primeira atriz negra a conquistar todos os principais prêmios da indústria artística. Ela já tem dois Tony (maior premiação do teatro), um Emmy (televisão), um Globo de Ouro e um Oscar (cinema). Com um discurso emocionado, Viola ressaltou a importância da profissão do ator.

“Obrigada à Academia. Só há um lugar onde pessoas com grande potencial estão juntas. Esse lugar é o cemitério. As pessoas sempre me perguntam, ‘Quais histórias você quer contar, Viola?’ E eu digo: Desenterrem esses corpos. Desenterrem essas histórias. Histórias de pessoas que sonham alto e não têm esses sonhos realizados; pessoas que se apaixonaram, mas esse amor não deu certo. Eu me tornei uma artista e graças a Deus consegui, pois somos a única profissão que celebra o que significa viver uma vida. Então esse prêmio vai para August Wilson [criador da peça na qual ‘Um Limite Entre Nós’ é baseado] por ter desenterrado e exaltado as pessoas normais. (…) Esse filme é sobre pessoas, palavras, vida, perdão e graça. Esse prêmio vai ao elenco do filme por serem os artistas mais incríveis com os quais já trabalhei. Meu capitão, Denzel Washington. Obrigada por ter colocado duas entidades conosco: August e Deus. A Dan e Mary Alice Davis [pais de Viola], os centros do meu universo, as pessoas que me ensinaram o bem e o mal, como falhar, como amar, como perder. Meus pais, sou muito grata por Deus ter escolhido vocês para me trazerem a esse mundo. Às minhas irmãs, obrigada pela imaginação. E ao meu marido e minha filha – vocês me ensinam todos dias como viver e como amar. Sou muito feliz por vocês serem a base da minha vida. Obrigada, Academia”. DAVIS, Viola.

Injustiça -
Ao meu ver, a francesa Isabelle Huppert ("Elle") deveria ter levado a estatueta para a França. Mas é aquele ditado, né? A Academia, nos últimos 15 anos, tem premiado jovens atrizes que podem despontar no mercado cinematográfico nos últimos anos. E a "felizarda" deste ano foi Emma Stone, que nem de longe fez uma atuação brilhante. O choro é livre! “Esquadrão Suicida”, da DC Comics, conquistou o Oscar de Maquiagem e Cabelo; “Animais Fantásticos e Onde Habitam”, o de figurino; “Mogli: O Menino Lobo”, o de efeitos visuais; “Zootopia”, o de animação; e “A Chegada, o de edição de som.

Lista dos Vencedores

MELHOR FILME
“A Chegada”
“Um Limite Entre Nós”
“Até o Último Homem”
“A Qualquer Custo”
“Estrelas Além do Tempo”
“La La Land – Cantando Estações”
“Lion – Uma Jornada para Casa”
“Manchester à Beira-Mar”
“Moonlight: Sob a Luz ao Luar”

MELHOR DIRETOR
Dennis Villeneuve, “A Chegada”
Mel Gibson, “Até o Último Homem”
Damien Chazelle, “La La Land – Cantando Estações”
Kenneth Lonergan, “Manchester à Beira-Mar”
Barry Jenkins, “Moonlight: Sob a Luz do Luar”

MELHOR ATOR
Casey Affleck, “Manchester à Beira-Mar”
Andrew Garfield, “Até o Último Homem”
Ryan Gosling, “La La Land – Cantando Estações”
Viggo Mortensen, “Capitão Fantástico”
Denzel Washington, “Um Limite Entre Nós”

MELHOR ATRIZ
Isabelle Huppert, “Elle”
Ruth Negga, “Loving”
Natalie Portman, “Jackie”
Emma Stone, “La La Land – Cantando Estações”
Meryl Streep, “Florence: Quem é Essa Mulher?”

MELHOR ATOR COADJUVANTE
Mahershala Ali, “Moonlight: Sob a Luz do Luar”
Jeff Bridges, “A Qualquer Custo”
Lucas Hedges, “Manchester à Beira-Mar”
Dev Patel, “Lion – Uma Jornada para Casa”
Michael Shannon, “Animais Noturnos”

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Viola Davis, “Um Limite Entre Nós”
Naomie Harris, “Moonlight: Sob a Luz do Luar”
Nicole Kidman, “Lion – Uma Jornada para Casa”
Octavia Spencer, “Estrelas Além do Tempo”
Michelle Williams, “Manchester à Beira-Mar”

MELHOR FILME ESTRANGEIRO
“Land of Mine” (Dinamarca)
“A Man Called Ove” (Suécia)
“O Apartamento” (Irã)
“Tanna” (Austrália)
“Toni Erdmann” (Alemanha)

MELHOR ANIMAÇÃO
“Kubo e as Cordas Mágicas”
“Moana – Um Mar de Aventuras”
“Minha Vida de Abobrinha”
“The Red Turtle”
“Zootopia”

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL
“A Qualquer Custo”
“La La Land – Cantando Estações”
“A Lagosta”
“Manchester à Beira-Mar”
“20th Century Woman”

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
“A Chegada”
“Um Limite Entre Nós”
“Estrelas Além do Tempo”
“Lion – Uma Jornada para Casa”
“Moonlight: Sob a Luz do Luar”

MELHOR TRILHA SONORA
“Jackie”
“La La Land – Cantando Estações”
“Lion – Uma Jornada para Casa”
“Moonlight: Sob a Luz do Luar”
“Passageiros”

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL
Audition (The Fools Who Dream), “La La Land – Cantando Estações”
Can’t Stop the Feeling, “Trolls”
City of Stars, “La La Land – Cantando Estações”
The Empty Chair, “Jim: The James Foley Story”
How Far I’ll Go, “Moana – Um Mar de Aventuras”

MELHOR MONTAGEM
“A Qualquer Custo”
“La La Land – Cantando Estações”
“Até o Último Homem”
“Moonlight: Sob a Luz do Luar”
“A Chegada”

MELHOR FOTOGRAFIA
“A Chegada”
“La La Land – Cantando Estações”
“Lion – Uma Jornada para Casa”
“Moonlight: Sob a Luz do Luar”
“Silence”

MELHOR FIGURINO
“Aliados”
“Animais Fantásticos e Onde Habitam”
“Florence: Quem é Essa Mulher?”
“Jackie”
“La La Land – Cantando Estações”

MELHOR CURTA-METRAGEM
“Ennemis Intérieurs”
“La Femme et le TGV”
“Silent Nights”
“Sing”
“Timecode”
 

MELHOR DOCUMENTÁRIO EM LONGA-METRAGEM
“Fire at Sea”
“Eu Não Sou Seu Negro”
“Life, Animated”
“O.J.: Made in America”
“A 13ª Emenda”

50 FATOS SOBRE ITALO STAUFFENBERG

Posted by Italo Stauffenberg Marcadores: , , , , , , ,

      Eu não sou YouTuber e nem nada, mas decidi escrever 50 fatos sobre mim e atualizar este blog. Poderia gravar, mas não tenho paciência para isso. Edição também não é o meu forte. Gosto mesmo é de escrever. Então, pega a pipoca e o refrigerante e me conheça um pouquinho. Claro, se for do seu interesse.


1) Meu nome é Italo Miquéias Correia Araripe 
2) Tenho 24 anos.
3) Nasci em 28 de dezembro de 1991. 
4) Stauffenberg é o nome de um coronel alemão que tentou matar Hitler, mas não conseguiu, na famosa “Operação Valquíria”. Essa ação virou um filme, estrelado pelo Tom Cruise, que por sinal, é um dos meus favoritos. Gostei do nome, passei a usar como se fosse meu, e por assim ficou. 
5) Não é um “nome artístico”, pois não sou artista. É apenas Stauffenberg, Italo Stauffenberg. 
6) Minhas cores preferidas são vermelho e roxo. 
7) Minhas bandas preferidas são o Jesus Culture, Bethel Music, Hillsong United, For King & Country e The City Harmonic. 
8) Tenho vontade de morar no Canadá. 
9) Além do português, aprendi inglês e francês (mas não me formei e nem sou fluente, ainda). 
10) Minha comida preferida é o estrogonoff de frango. 
11) Odeio mariscos (camarão, caranguejo...) 
12) Entre carne e frango, eu prefiro frango. 
13) Nasci em um lar evangélico, mas me decidi por Jesus somente aos 14 anos de idade. 
14) Sou filho de pais separados. 
15) Costumo dizer que entreguei para Jesus a minha melhor fase: a adolescência. 
16) Desde que me converti, nunca me desviei. 
17) Tinha sérios problemas de relacionamento. Por ser muito tímido, nunca fui de ter grandes amigos.
18) Uma das minhas “grandes frustrações” é realmente não ter “grandes amigos”. 
19) Sonho com o dia em que os padrinhos do meu casamento serão meus melhores amigos. Que seremos tipo os amigos do filme “Se beber, não case”, que são amigos de longa data e aquela amizade de muito tempo atrás nunca se perdeu. 
20) Eu tenho uma melhor amiga. 
21) Meu chamado ministerial é pastoral. 
22) Nunca recebi uma “palavra profética” apontando sobre isso, mas sinto no meu coração e pelas minhas atitudes que meu chamado é pastoral. 
23) O pastor, para mim, não é aquele que assume apenas uma posição de líder, mas aquele que guarda e protege. 
24) Uma das minhas principais características é “proteger” quem eu amo. 
25) Uma das minhas marcas é a “aliança”. 
26) Gosto de andar com pessoas que sinto que tenham “aliança”, seja comigo, com os próprios líderes e Deus. 
27) Acredito que se nos movermos em “aliança” teremos uma vida de honra e, desta forma, agradaremos ao Pai, uma vez que Ele mesmo é “Deus de Aliança”. 
28) Não suporto mentiras. 
29) Não gosto de falta de transparência. 
30) Não suporto desonestidade. 
31) Sou o tipo de pessoa que costuma pensar no coletivo. 
32) Odeio gente que só pensa em si e acaba deixando os outros de mão. 
33) A pessoa pode perder várias coisas em relação a mim, mas se eu perder a confiança, acabou tudo.
34) Tinha dificuldade em perdoar, mas tive que passar por uma experiência bem traumática para entender o valor do perdão. 
35) Sou/era asmático. 
36) Uma vez quase morri com uma crise asmática, mas desde então nunca mais tive crise alguma. 
37) Vivo constantemente gripado. Isso é algo que nunca muda em minha vida. 
38) Vivo em constante atrito com a balança. Teve uma época que era bem mais magro do que sou hoje. Que fase. 
39) Quando era criança, tinha o sonho de ser médico. Mas aí cheguei no ensino médio e vi que medicina não era algo que pulsava em meu coração. O jornalismo foi algo que “surgiu do nada” e hoje não abriria mão por nada. 
40) Penso em me graduar em Direito, também. 
41) Nunca me relacionei com qualquer menina, tipo namoro. 
42) Quando era menor, tinha medo. Me achava feio, inseguro e nunca tomei decisão pra nada. 
43) Quando chegou a adolescência, eu me converti. Daí fui ministrado a “esperar no Senhor” e desde então meu coração é guardado quando o assunto é relacionamento. 
44) Já sofri muito por gostar de uma menina que “só me via como amigo”. A friendzone é tensa. 
45) Por ser filho de pais separados, via o casamento como algo bem distante. A separação dos meus pais foi bem traumatizante. Costumo dizer que se não fosse Deus, talvez eu fosse um rapaz completamente perturbado. 
46) Hoje já sonho com meu casamento e família. 
47) Meu casamento tem que entrar pra história. Vai ser tipo “minha vitória tem sabor de mel”. 
48) Queria ter uma bela voz. Cantar me faz muito bem, mas ainda acho que não tenho aptidão para isso, muito embora algumas pessoas me considerem afinadinho e tal. 
49) Nunca consumi bebida alcóolica e também nunca fumei cigarro ou qualquer outro tipo de droga lícita ou ilícita. 
50) Não me arrependo de não ter feito “muita besteira” ou “coisas que dão sentido a vida”. Eu me arrependo daquilo que fiz e me senti mal por ter feito aquilo.

Ufaaa! 
Se alguma coisa te chamou atenção, deixa nos comentários. 
C'est fini.

 

2011 por Natalia Araújo 2013 por Allan Penteado. Exclusivamente para o blog Manuscrito. Cópia parcial ou integral é totalmente proibida.